Adaptado à altitude, tenista de São Bernardo disputa pelo 3º ano consecutivo future na cidade boliviana e explica porque maioria dos brasileiros ‘foge’ do torneio

Quando se fala na altitude de La Paz, na Bolívia, que fica a 3.660 metros acima do nível do mar, os brasileiros se lembram do futebol. Mas e no tênis? Para entender melhor as dificuldades de jogar a modalidade no local, conversamos com Enrique Bogo, tenista de São Bernardo que pelo 3º ano consecutivo disputa future na cidade.

“Nessa gira da altitude, 90% dos brasileiros passam mal do estômago e não voltam no outro ano. Acho que sou o único do país que jogou três anos seguidos aqui”, brincou Bogo.

Segundo ele, há jogadores que sentem problemas no aeroporto, além de dores de cabeça por conta da altura. Enrique Bogo chega com antecedência à La Paz para minimizar os efeitos da fadiga. Fora isso, há a preocupação também com a alimentação. “A comida é bem diferente, suja muitas vezes, a água é duvidosa, então tomamos bastante cuidado”, revelou.

Entrando na parte técnica, que apresenta o diferencial para outras modalidades, Bogo diz que muitos tenistas treinam o máximo possível para buscar a adaptação, mas ele tem estratégia inversa. “Eu já tenho um bom condicionamento físico, se eu ficar treinando muito vou chegar com as reservas energéticas baixas para a competição. Mas cada ser humano funciona de uma maneira”, comentou ele, que tem estreia programa para esta terça-feira (25).

É no jogo que surgem os imprevistos por conta da baixa resistência do ar, conforme explica o bernardense. “A bolinha é sem pressão, então os golpes e os efeitos mudam bastante. O spin, por exemplo, não rende nada porque a bola não quica. Eu também não posso bater de baixo para cima por conta da resistência do ar, a bola demora para descer e vai longe”, enumerou.

“No nosso game de saque, se você não cometer nenhum erro bobo, você não perde o saque porque é tão rápido que é difícil o adversário devolver com qualidade”, completou.

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