É difícil encontrar uma pessoa ligada ao tênis brasileiro que critique a escolha por Jaime Oncins. Publicamente, nomes do gabarito de Fernando Meligeni e Bruno Soares foram só elogios e o próprio presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Rafael Westrupp, disse que optou por Oncins depois de diálogo com os jogadores e um “consenso”. Experiente em Copa Davis, o novo capitão sabe que a união é necessária na sua competição favorita.

“Vou estar em contato direto com os treinadores dos nossos jogadores. Ninguém conhece melhor os atletas do que eles, quero ter essa linha aberta. Como falo, é um trabalho em equipe, é um time, quanto mais informações conseguir dos técnicos, mais positivo vai ser a minha tarefa”, opinou. “Também pretendo abrir conexões com tenistas no Brasil, justamente para ter mais contato e ver qual é o melhor caminho a seguir.”

Perguntado sobre o perfil de tenista que busca, fica o aviso de antemão. “Tem que se dedicar muito, saber que o dia a dia não é fácil e os treinos são puxados. A única coisa que cobro dos meninos (na Montverde) é a entrega em quadra, que eles deem 100% todos os dias. Entendo que tem dias que vão estar mais cansados, outros mais difíceis, mas, se eles colocarem na mente que precisam dar 100%, facilita para todo mundo, acaba sendo feito com prazer. É assim na vida, não pode ser diferente no tênis”, explica o técnico, que já treinou com sucesso o português Gastão Elias.

À época da alteração do formato da Davis, Oncins disse que a Copa havia perdido a essência. Agora, evita as críticas e se restringe a comentar as mudanças na prática, afirmando que a novidade está na finalíssima com 18 países em um único local. “Os outros países continuam jogando um contra o outro, a principal diferença vai ser a alteração para melhor de três sets. Não dá margem para começar mal a partida, porque fica difícil a recuperação. Aumenta a pressão.”

Uma das razões para ter aceito o convite da CBT é que vai continuar com o trabalho na Montverde, onde adquiriu prestígio. Assegura que será positivo pelo fato de conseguir acompanhar de perto os jogadores brasileiros nos torneios e também observar possíveis adversários.

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