Olá, amigos do tênis!

Volto de novo, dessa vez pra falar do FORMATO DA CABEÇA DAS RAQUETES.

Você já pensou em como isso interfere em seu jogo? Será que sua raquete tem um formato que favorece à forma como bate na bola?

Bem, quase ninguém se liga nas diferenças entre os formatos mais básicos: CIRCULAR, OVAL e MISTO, os mais difundidos.  Ainda tem as raquetes “isométricas”, com a cabeça “quadrada”, tecnologia exclusiva da Yonex e, para citar um outro formato mais raro, tem as de cabeça piramidais, muito difundidas na década de 90, quando todos os fabricantes sempre destacavam este formato, especialmente para jogadores da terceira idade.

Quais seriam as principais características de cada formato dos mais tradicionais, em um plano geral?

CIRCULARES:  Vão se tornando, infelizmente, menos difundidas. Têm padrão de encordoamento mais aberto, equilibradas ou com peso no cabeça, aro mais largo, rigidez mais alta, sweet spot maior, favorecem mais a baseliners, que jogam mais longe da linha de base, com mais spin que a média. Ajudam a jogadores com todos os tamanhos e velocidades de swing, mas ajuda mais ainda aos que têm swing médio e até curto dependendo do contexto. Todos os níveis de jogadores poderiam usar este formato.

Exemplos de modelos:  ARTENGO TR990 (Steve Darcis), HEAD Extreme PRO Graphene  XT (Richard Gasquet)

OVAIS: Extremo oposto das circulares, são cada vez mais raras. Padrão de encordoamento mais fechado, equilibradas ou com peso no cabo, aro mais fino e rebatido, mais flexibilidade, sweet spot menor, favorecem mais jogadores que jogam mais longe da linha de base, com spin menos intenso. Representa grande vantagem dentro da quadra e na rede, por sua estabilidade. Swings médios já dificultariam o manejo dessa raquete, que exige o máximo de amplitude e velocidade dos movimentos.

Exemplo de modelo: Dunlop Srixon CX2.0 Tour (Kevin Anderson)    

MISTAS: Junta características de ambos os formatos citados e são, portanto, misturas dos modelos mais difundidos. São as que hoje dominam os mercados brasileiro e também global, com destaque dos fabricantes e seus principais patrocinados na ATP e WTA.

Exemplos de modelos: BABOLAT Pure Drive 2018 (Garbiñe Muguruza) e PRO KENNEX Ki5 300 (Andreas Seppi usa um modelo da marca).

Vale ressaltar que um formato de cabeça favorece mais a determinado tipo de jogo, mas as suas preferências pessoais podem eventualmente ser um pouco diferente do que seria um padrão segmentado.

E aí? Sentiu falta do que falaria sobre as Yonex? Vai lá no portal da revista e no meu canal no Youtube. Fiz um vídeo falando bastante sobre essa que é a única raquete feita no Japão.

Um abraço e que o spin esteja com você!


André Lima atua como professor de tênis desde 1995. Assessorou a parte técnica de eventos como o Challenger de Belo Horizonte por quase 10 anos e foi Árbitro da CBT /Juiz de Cadeira certificado como White Badge da ITF. Além disso atuou por 5 anos na HEAD Brasil, à frente da Coordenação de Patrocínios e como especialista em equipamento. É atualmente Diretor de Conteúdo do CONATÊNIS – Congresso Nacional Online de Tênis e Criador do Canal Speak On TENNIS do YouTube


 

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