*Texto de Fabiola Costa

Torcedora assistiu jogos de tênis e descreve como foi a experiência de presenciar esse evento único no país

O tênis entrou em minha vida quando eu tinha oito anos e ainda tenho muita paixão por este esporte que tanto me ensinou a melhorar aspectos como concentração, respeito, e o principal, saber lidar com o fato de perder – algo, aliás, que temos de enfrentar em nossas vidas. Digo que o esporte é o melhor presente que os pais podem dar a uma criança, e comigo não foi diferente.

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Foto: Divulgação

Um dos meus sonhos sempre foi assistir ao vivo grandes estrelas, tais como Rafael Nadal, Novak Djokovic, Kei Nishikori e as irmãs Williams em torneios de Grand Slam que estes famosos participam. Sempre encho os olhos de alegria quando vejo pela televisão estes campeonatos e ficava imaginando como seria ver de perto uma partida de tênis, vivenciar a energia de estar na arquibancada torcendo, conhecer mais de perto esses atletas, ouvir e sentir a velocidade da bolinha de tênis, enfim, ter a experiência de estar em um evento desse porte.

Fala-Leitor-Olimpiadas-do-RioFoi então que uma única e maravilhosa oportunidade apareceu quando recebi o segundo maior presente da minha vida: os convites dos jogos para a Olimpíada do Rio de Janeiro do meu irmão! Realmente fui me dar conta que iria assistir feras do tênis apenas no dia em que cheguei de fato na arena olímpica e me posicionei na poltrona para presenciar o primeiro duelo: Serena Williams (EUA) x Elina Svitolina (Ucrânia).

Nada mal para a primeira partida de tênis como espectadora na arquibancada. As minhas reações eram mistura de alegria de criança quando ganha um presente, junto com emoção de estar em plena Olimpíada assistindo a número 1 do ranking feminino. Vibrei a favor de Serena Willians, mas infelizmente ela perdeu, fato que deixou parte da arquibancada espantada, pois Svitolina, de apenas 22 anos, até então sem resultados tão expressivos na carreira, surpreendeu a norte-americana sem grandes esforços. Na minha opinião, Serena não jogou com o mesmo desempenho que realiza no circuito feminino, talvez pelo fato da torcida ter atrapalhado com gritos, vaias, o que realmente me surpreendeu em pleno jogo de tênis.

Logo em seguida, Bellucci entrou em quadra contra o uruguaio Pablo Cuevas e proporcionou uma partida espetacular, conquistando a vitória. O resultado só aumentou mais minha felicidade e orgulho pelo Brasil na Olimpíada.

Estava super feliz, empolgada e não via a hora de chegar o outro dia para ver mais jogos. Porém, um dia chuvoso e muito frio na cidade maravilhosa fez com que a organização cancelasse a rodada, remarcando todos os duelos. Minha grande motivação era que pelo menos os ingressos da final estavam garantidos e este fato que me fazia ficar feliz. Testemunhar uma final de tênis na Olimpíada é ainda mais emocionante, a energia é diferente, as pessoas ficam ansiosas e apreensivas nos jogos e a rivalidade da torcida se amplia, ainda mais levando em consideração que a final masculina aconteceu entre um país da Europa e um da América Latina. O confronto do argentino Juan Martin Del Potro contra Andy Murray foi longo e cansativo, mas eles deram um show e mostraram muita garra em cada ponto.

Fala-Leitor-Olimpiadas-do-RioA torcida foi algo que incomodou em alguns momentos, pois nas partidas de tênis a concentração é quesito importante para um bom desempenho no jogo, e não foi da forma mais respeitosa que o público se comportou nas arquibancadas. Muita gritaria, vibrações barulhentas a cada ponto, música de time de futebol que eram cantadas por argentinos, com torcedores inclusive que foram expulsos pela Força Nacional das arquibancadas. Nada disso, porém, abalou Murray.

Contudo, este é o espírito dos Jogos, muitas culturas juntas e cada uma com sua peculiaridade. Minha experiência no tênis foi simplesmente fantástica, inesquecível e única. Se tiver a possibilidade, quero marcar presença em Tóquio, daqui a quatro anos.

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