Lesão que afeta os pés dos tenistas é prevenida com ações simples e pontuais

Ao menos uma vez na vida você deve ter pisado no chão e sentiu uma dor insuportável no pé. Se não, com certeza uma pessoa conhecida já passou por isso. Este incômodo é a chamada fascite plantar, lesão que afeta os pés e que se tornou corriqueira no mundo do tênis, já que os atletas utilizam o apoio geral do corpo sem parar, seja correndo, se deslocando em diferentes posições, saltando ou ainda freando.

Lesão
Foto: Wavebrakemidia

Tecnicamente, a fáscia plantar é um tecido fibrotendinoso muito resistente, que vai do calcanhar até a base dos dedos. Ela auxilia no suporte ao pé tendo importância no mecanismo de marcha e na capacidade de sustentação do peso do corpo. A fascite plantar é a inflamação desta estrutura. O pé é composto por 28 ossos e mais de uma centena de ligamentos, sendo assim uma estrutura extraordinária e que pode suportar e ainda impulsionar uma massa corporal de mais de 100 quilos, em alguns casos.

No entanto, como em qualquer situação física, há um limite e se este é ultrapassado o corpo acaba “punido”. Entra a partir daí a questão pessoal de ordem hereditária e o quão treinado é o corpo do atleta. A sobrecarga sobre os pés na modalidade da bolinha amarela é visível e necessita de cuidados.

“As causas de lesões vão desde sapatos inadequados, passando pelas alterações da própria fáscia em si, como a forma do pé, sobrecarga em atividades físicas, até o excesso de peso. O diagnóstico é clínico e exames auxiliares podem ser solicitados para análise adicional”, comentou o doutor Carlos Henrique Tardini, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

O tênis está entre os principais esportes em que esta lesão é encontrada. Isto ocorre em decorrências dos arranques e mudanças súbitas de direção exercidas pelos pés. “Uma sugestão que passamos aos tenistas para prevenir lesões nesta região é realizar de forma constante os alongamentos de toda cadeia muscular de coxa, perna e pé. Outra sugestão é realizar a sua proteção com uso de bandagens, de maneira que mantenha mais firmes, evitando desta forma lesões indesejadas.”

Lesão
Foto: Cliparia

Existem ainda outras formas de evitar este tipo de dor, como escolher bem os calçados e realizar os exercícios de maneira adequada, sempre com os alongamentos. “A fisioterapia com exercícios é sem dúvida a principal ferramenta existente nos dias de hoje em busca da solução da fascite plantar. Porém, alternativas como acupuntura, RPG, tutores noturnos e até cirurgias, em casos que não melhoram com tratamentos habituais, podem ser incluídos no arsenal de soluções”, argumentou Tardini. Para a dor imediata, medicações analgésicas trazem alívio, assim como outros medicamentos podem ser prescritos por médicos especializados.

O especialista alerta para a questão do treinamento, sobretudo para os indivíduos que estão parados há muito tempo e decidem voltar a praticar o tênis sem nenhum preparo antecipado. A chance de desenvolver a fascite plantar aumenta, e muito. “Quem decide sair de condição de sedentarismo e iniciar a prática de atividade física, como no tênis, deve realmente se cercar de cuidados para evitar lesões. Os pés são as estruturas que ligam o corpo humano ao solo e são eles que primeiro sofrem aos impactos excessivos quando o praticante volta aos treinos. Treinamento sem um adequado acompanhamento de um profissional de saúde física pode trazer lesões que interrompem a volta do mesmo. Muitas vezes um tênis apropriado é a melhor forma de evitar este tipo de problema”, salientou.

Vale lembrar que existem no mercado vários tipos de tênis que foram confeccionados para as diferentes atividades praticadas pelo esportista, seja iniciante ou experiente, contemplando a condição dos diferentes tipos de atividade, assim como diferentes tipos de pé.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor deixe seu comentário!
Por favor preencha seu nome