Preparador físico viajou por quase uma década a ATP com alguns dos melhores atletas do país e atualmente trabalha na Sociedade Harmonia de Tênis

Há 30 anos no tênis, Roberto Carlos Ferreira viajou por quase uma década a ATP com os melhores atletas profissionais do Brasil e se notabilizou também pelo trabalho com os juvenis, a ponto de ter ajudado a encaminhar cerca de 30 para as universidades dos Estados Unidos. Atualmente na função de preparador físico da Sociedade Harmonia de Tênis, além de orientar duas promessas do ABC, Betão, como é conhecido no meio esportivo, aceitou o desafio de emprestar seu conhecimento aos leitores da Winner Digital

Nesse espaço, ele vai escrever sobre prevenção de lesões, desenvolvimento motor da criança e adolescentes, além do treinamento nessa própria faixa etária e no alto rendimento. No tópico sobre coordenação motora, destaque para um trabalho fundamental que começa aos sete anos e vai aumentando gradativamente.

“A necessidade do condicionamento físico vai se tornando muito importante a partir dos 12 anos, sem esquecer dos fatores mentais que vêm em primeiro lugar para qualquer atleta”, explica a referência quando se trata de preparação física.

“Nos países do leste europeu, os programas de condicionamento físico incluem a natação e o tênis, pois ajudam as crianças a desenvolverem a capacidade aeróbica minimizando as tensões físicas sobre as articulações”

Para Betão, o condicionamento físico não pode ser feito sem levar em conta situações de jogo, ao que o tenista vai encontrar na partida. Nesse contexto, também alerta sobre a necessidade de um trabalho integrado com o técnico em quadra para se obter resultados positivos. “O tênis é um jogo de curta explosão de atividades intercaladas com um curto período de descanso. Portanto, o treino de condicionamento físico deve refletir sobre isso.”

Ao analisar a preparação física direcionada ao tênis no país, o profissional enxerga uma lacuna como consequência da falta de investimento em prevenção de lesões: o trabalho de condicionamento visto como prioridade deveria ir além da pré-temporada.


Formação e experiência com profissionais

Roberto é pós-graduado em treinamento desportivo na Rússia e nos Estados Unidos e, ao longo da carreira, foi preparador físico dos brasileiros Rogério Dutra Silva, Guilherme Clezar, Julio Silva e Tiago Alves – que viveu grande fase ao lado de Betão. No momento, desenvolve os tenistas Glauco, na Pavão Tênis, e Rafaela Santos, na Tênis & Cia, duas promessas do ABC.

Para Betão, a preparação física mudou nos últimos anos. O especialista diz que os jogadores têm menos massa muscular e, portanto, estão mais rápidos e leves. 

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