Como tem sido desde a 1ª coluna na revista, nessa edição volto a abordar tema que envolve conhecimento. Estive na Conferência Regional de Treinadores de Tênis da ITF (Federação Internacional de Tênis) em Curitiba/PR, onde acumulei mais informações e troca de experiências para a carreira. É fundamental nós, técnicos e professores, buscarmos novas tendências.

A Conferência se baseou na formação e no desenvolvimento de jogadores. Nesse espaço vou falar de alguns palestrantes que gostei, além de temas importantes.

Começo pelo americano Paul Lubbers. Ele tratou de treinos de devolução, progressão do saque e padrões de ‘footwork’, necessário para o sucesso. A formação e crescimento dos tenistas passam por esses aspectos.

Outro estrangeiro que transmitiu seu conhecimento foi Rafael Martinez, da Espanha, que falou sobre metodologia e tendência para o ensino. Seu compatriota Miguel Crespo, responsável pelo programa de formação de treinadores da ITF, palestrou sobre treinamento psicológico para jogadores em formação, em como se treinar aspectos mentais.

Coordenador de capacitação da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), César Kist abordou os princípios básicos do jogo de duplas.

Voltando à formação, o paraguaio Alfredo de Brix discursou sobre o uso de bolas de baixa pressão no desenvolvimento de padrões gerais de jogadoras nessa etapa inicial da carreira.

Exemplo para os tenistas atuais, André Sá deu detalhes da carreira de um jogador profissional, enfatizando a disciplina como elemento que leva a superar barreiras e à longevidade na carreira. Capitão da Davis, João Zwetsch entrou no mérito da competência do treinador no alto rendimento. Ainda teve o argentino Mariano Nunez, com o tema “antecipação com processo progressivo motor”.

De todos os palestrantes, quem mais me impressionou foi Bruce Elliott por falar de um tema que gosto muito: a biomecânica. O australiano falou sobre a biomecânica do saque, desenvolvimento muscular que devemos trabalhar nossos alunos para não se lesionarem e terem uma melhor performance. 

Destaco também a palestra do argentino Fernando Virches, especialista em desenvolvimento motor e que mostrou a importância de fazer exercícios trabalhando os braços e perna juntos, com o objetivo de termos jovens mais coordenados. Já Suzana Silva, que faz parte da equipe de capacitação de professores da CBT, ressaltou como se trabalha pouco com as nossas crianças a paixão pelo tênis, quesito fundamental para se estimular a garra, vontade de vencer.

Pegando como gancho a Conferência, entendo que o estudo da parte científica está cada vez mais em nosso esporte e temos que estar adaptados a essas mudanças. 

Até a próxima.

Ricardo Coelho

Ricardo Coelho é coordenador técnico da Hebraica. Na função de técnico, viajou para três torneios Grand Slam com Júlio Silva, Rogério Dutra Silva e a argentina Maria Argeri. Formou-se em biomecânica aplicada ao tênis, em curso internacional da ATP e nos cursos de níveis 1, 2, 3 e 4 da CBT e ITF

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor deixe seu comentário!
Por favor preencha seu nome