Com participação de técnicos, jogadores de nível internacional e apoios importantes, 1ª Copa Winner Infantil mostrou potencial do tênis no ABC

Há vida no tênis do ABC e ela começa pelas crianças, que só precisam de oportunidades. Foi o que mostrou a 1ª Copa Winner Infantil, realizada na academia Tênis & Cia, em Santo André, lembrada como um dos grandes momentos da modalidade em 2018 na região. Foram mais de 120 inscritos e com um detalhe importante: o limite de idade para participar foi apenas 12 anos.

Copa Winner Infantil

As seis quadras foram utilizadas simultaneamente no evento, que começou na manhã de um sábado e só acabou na tarde do dia seguinte. A proposta, de fazer um campeonato para incentivar a prática entre as crianças, pensando desde o aspecto social até o desenvolvimento, foi entendida por todos. Professores e técnicos enviaram crianças, mas também estiveram presentes de forma efetiva, inclusive ajudando na arbitragem e nas atividades com os pequenos da categoria bola vermelha.

“Foi muito legal essa união do pessoal para tudo ocorrer bem. Todos abraçaram e entenderam a mensagem, que é colocar as crianças para jogar”, disse Edson Santos, um dos organizadores e também coordenador da modalidade na Tênis & Cia.

Foi difícil achar um lugar nas arquibancadas na manhã do segundo dia, período em que aconteceu a brincadeira com as crianças da bola vermelha junto de Thaisa Pedretti e Nicolas Zanellato, um dos melhores juvenis do país. “Muitos falam que o tênis não dá futuro, mas aparecemos para mostrar que é diferente, muitos têm um sonho e com nossa presença provamos que é possível alcançar”, declarou Thaisa, ao revelar que, nos primeiros contatos com o tênis, também participava de clínicas. “Achei legal porque senti que sirvo de motivação para eles, queriam jogar comigo”, completou Zanellato.

1ª Copa Winner Infantil

Todos as crianças receberam brindes da organização – squeeze e uma bolinha para os pequenos da bola vermelha – cedidos pela Decathlon e a Artengo de São Bernardo, que também forneceram bolas e demais materiais para o torneio, além de uma cobiçada mini rede que aumentou a diversão.

No mais, aplausos, alegria e choro, que também faz parte do processo de aprendizagem de como é o tênis. Aliás, pelo formato definido, os derrotados na estreia disputaram outras partidas, já que há valores mais importantes do que a vitória nessa faixa etária. “Houve boa aceitação por parte dos pais, é preciso compreender que um evento assim é educativo, especialmente a arbitragem. Todos estão aprendendo, a criança está tendo o primeiro contato com o joguinho e precisa sair feliz de quadra”, explicou Edson, antes de apontar outro papel importante de um torneio desse tipo. “As crianças são as fontes. Se não investir, não fizer esse tipo de festival, o tênis morre, vai parando. As entidades que comandam a modalidade focam no circuito juvenil, mas esquecem das crianças e o esporte perde com isso”, completou.

Pai de Davi Simão Ribeiro, que jogou na categoria bola laranja, Rodrigo enfatizou o aspecto lúdico do evento. “Foi a chance de ele ver como está, o nível atual, mas acima de tudo se divertir, tratar como se fosse uma brincadeira”, comentou.

“É importante para a formação, aprender a vencer e a perder também.  Eu incentivo, não gosto de colocar pressão nele”, destacou Claudinei José de Oliveira, que inscreveu o filho Gustavo na bola verde.

1ª Copa Winner Infantil

O andreense Nicholas Gameiro, que disputou a bola amarela, comemorou o fato de não precisar fazer grande deslocamento para jogar um campeonato. “Eu tinha que ir para São Paulo, agora tem esse torneio aqui que vejo com o nível de uma Copa Guga”, elogiou. “Havia uma carência desse tipo de evento no ABC, já tivemos que nos deslocar para Campinas. Só peço obediência e disciplina a ele, que vá lá e se divirta. O professor gosta que todos estejam presentes. Não cobro ele sobre resultados e é notória a evolução do rendimento na escola”, acrescentou João Roberto Tavares, pai de João Victor.

A Winner registrou uma bela história envolvendo a família Padovesi, tendo como personagem o pequeno Mateus. Conforme revelou o pai, o tênis ajudou a vencer trauma com o futebol do menino, que se assustava com a gritaria e xingamentos. A inclusão esportiva por meio do tênis foi fundamental no desenvolvimento de Mateus, que não sai do youtube em busca de informações sobre a modalidade. A história se transformou em inspiração para o irmão mais novo, Rafael, que também participou da Copa Winner.

1ª Copa Winner Infantil
Feliz com o título da Copa Winner, Nauhany Silva retratou o momento em desenho no colégio

PRIMEIRA VEZ

1ª Copa Winner Infantil

A Copa Winner jamais será esquecida pelas crianças do projeto social Raquete na Mão é a Solução, desenvolvido pela CR Tennis no Esporte Clube São Caetano. Pela primeira vez, os jovens do projeto saíram de São Caetano para uma competição, segundo conta a coordenadora Cassia Lorenzini.

“Foi uma experiência e vivência diferente para eles e os pais. O que mais nos deixou contentes foi a postura de todas as crianças e os próprios pais tanto na vitória ou na derrota, pois acima de tudo trabalhamos para formar melhores seres humanos. Eles voltaram com uma postura diferente, a motivação foi notória”, destacou.

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