Meninas criam grupo na região para treinar, se aperfeiçoar e disputar campeonatos

Se Maria Esther Bueno iniciou o tênis no Brasil para a massa, o seu legado continua até hoje. Para manter esta atividade e se desenvolver juntando esporte e lazer, um grupo de mulheres de academias do ABC se uniu para colher os frutos desta convivência. Duas alunas da academia Pavão Tennis, de Santo André, fazem parte da equipe.

“Começamos essa iniciativa com o objetivo de reunirmos as mulheres que praticam o esporte para que pudéssemos jogar mais. O grupo começou com as tenistas da Pavão mas, a cada novo torneio, ganhamos novas integrantes com o mesmo objetivo”, conta Juliana França. “Começamos nos conhecendo durante as aulas, ou campeonatos, e formamos um grupo de mulheres que tentam jogar sempre que possível”, completou Thaiany Benito.

Todas as meninas fazem parte da Liga ABC e disputam competições organizadas pela entidade. A paixão pelas bolinhas amarelas e raquetes começou bem antes. “Me recordo que desde pequena assistia a partidas de tênis, mas já me despertava um certo encanto. Na ocasião nunca imaginei que praticaria este esporte, ou ainda, que seria tão presente em minha vida. Há aproximadamente quatro anos resolvi fazer a minha primeira aula de tênis”, relembrou Juliana. Já a companheira de grupo garante que por ser uma atividade física completa, o tênis acabou chamando a atenção.

Encontro-damasDepois de aulas e treinos, as meninas se desenvolveram, assim como as amigas. Com um jogo mais solto, se filiaram à Liga para mostrar o que sabem. “As categorias são bem equilibradas, permitindo boas partidas e muito aprendizado”, disse França. Porém, há a questão ainda do baixo número de mulheres nas competições, obrigando-as a montar duplas mistas.

Pegando gancho no incentivo para que as mulheres se unam ainda mais e adentrem as quadras, os homens podem ter papel importante neste processo. Como se sabe, o masculino nem sempre colabora ou incentiva o feminino. Contudo, o fato parece ser diferente no ABC.

“Nunca sofri ou presenciei nenhum preconceito por parte dos homens. Ao contrário do que ocorre no circuito mundial, os tenistas dos circuitos que participo são acolhedores e motivadores. Normalmente somos bem recebidas e, mesmo quando nos deparamos com uma derrota, somos incentivadas a continuar praticando e nos dedicando”, garante Juliana. Thaiany corrobora, mas aponta: “Os homens não gostam muito de cederem as quadras para a gente jogar.”

Apoiadas por familiares e amigos, que mal conheciam o tênis, mas que agora amam o esporte, as praticantes confirmam a importância geral que a modalidade entrega em cada atividade.

“O tênis é um esporte completo, trabalha físico e psicológico. É uma atividade viciante que faz com que você queira estar cada vez melhor para sua prática, sem contar na quantidade de pessoas que você acaba conhecendo e convivendo”, afirmou Benito, acompanhada de Juliana. “O tênis é um esporte bem completo que exige muito não só do nosso preparo físico, mas também da concentração. Desde que comecei a praticá-lo, percebo que sou uma pessoa mais focada, determinada e com mais disposição para realizar as minhas tarefas cotidianas. Em momentos estressantes, age como uma válvula de escape e me permite reencontrar o meu equilíbrio”, concluiu.

Para as mulheres interessadas em participar do grupo feminino e ainda disputar campeonatos, basta entrar em contato com a Liga ABC de Tênis através do site (www.ligaabcdetenis.com.br).

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