Para superar um extraclasse como Rafael Nadal, não basta acionar as armas de sempre. É preciso buscar uma maneira de surpreender o gênio, fazê-lo hesitar. Medvedev, que chegou à decisão do US Opencom todos os méritos, demorou a perceber isso. E talvez o tenha feito muito tarde, contra um adversário um tanto cascudo. Em sua primeira final de grand slam, chegou perto, mas viu o espanhol ressurgir para confirmar o favoritismo e vencer por 3 sets a 2 (parciais de 7/5, 6/3, 5/7, 4/6 e 6/4). Foi o seu tetracampeonato em Nova York — também venceu por lá em 2010, 2013 e 2017.

O novo título deixou Nadal colado em Roger Federer na corrida pelo posto de maior vencedor de Grand Slams de simples na história. Agora são 19 triunfos do espanhol, contra 20 do suíço, que neste US Open, caiu nas quartas de final.

Há ainda um terceiro elemento, impossível de ser ignorado. Djokovic, que abandonou a competição na quarta rodada por lesão, já tem 16 grand slams — e é um ano mais novo que Nadal: 32 a 33. Federer já tem 38.

O sérvio, aliás, tem sido o principal concorrente do espanhol na briga pelos títulos de major. Desde a conquista de Federer no Australian Open de 2018, Nadal e Dkokovic conquistaram todos os Grand Slams disputados: quatro para o sérvio, e agora três do espanhol.

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