Eu estive no Brasil Open analisando os jogos e observando as tendências e novidades. Vi boas partidas

Vou começar falando dos brasileiros. Guilherme Clezar passou do qualifying e jogou com propriedade, firme e agressivo, agora sendo treinado por Larri Passos – já conseguimos ver o trabalho do técnico. Sacando bem, o Clezar derrotou Thiago Monteiro em uma partida dura. Ele só parou no cabeça número 1 do torneio, o espanhol Albert Ramos Vinolas.

O Rogerinho (Rogério Dutra Silva), meu ex-pupilo, fez um excelente Brasil Open. Furou a primeira rodada sobrando diante do americano Tennys Sandgren. Vi evolução por parte dele nesse nível de torneio, mais maduro, assim como a questão da preparação física. A esquerda também melhorou muito e a parte tática é outro ponto em que ele evoluiu e merece destaque. Ele fez um grande jogo com o argentino Zeballos nas quartas de final, caindo apenas no terceiro set.

Falando dos estrangeiros, o Monfils não jogou o tênis que está acostumado, mas protagonizou lances incríveis que levantaram o público no Ibirapuera. O Zeballos fez um excelente campeonato, voltou a atuar em bom nível de novo, perdendo na semifinal para o Nicolas Jarry. O chileno foi a principal surpresa do Brasil Open, ou melhor, já é uma realidade. Nunca tinha visto ele jogar ao vivo, tem golpes potentes e um saque muito forte, com certeza ouviremos falar bastante desse tenista ainda. Quem também merece lembrança é o Fognini, o grande campeão, consistente e mais focado em relação às últimas edições. O Ramos parou no Jarry, que fez prevalecer a juventude e as potências do seu jogo.

Fazendo uma análise do torneio, vimos de uma forma geral a evolução técnica de alguns atletas, tais como o Rogerinho, Jarry e o próprio Clezar e outros voltando a jogar bem – aí cito o Zeballos e o Fognini. O evento teve um nível igual, o que definiu o vitorioso do derrotado foram os detalhes nos aspectos emocional, físico e tático.

Entrando em detalhes, as partes física e técnica dos jogadores estão parecidas, eles melhoraram esses itens e não têm muito buraco no jogo. O lado emocional e o tático estão sobressaindo mais.

Pegando como exemplo a final, outra questão importante de dizer é que no aspecto técnico, seja o saque forte do Jarry ou no serviço mais tático do Fognini, por exemplo, estão sendo utilizados a todo momento, assim como os potentes golpes de fundo. Os tenistas têm buscado, a cada dia, a iniciativa dos pontos.
Vejo que essa juventude, como o próprio Jarry, estão priorizando o físico, foi nítido que ele sentiu na final e só jogando mais partidas nesse nível que o corpo vai se acostumando.

Pensando no nível de jogo em si, o Brasil Open valeu a pena.


KIDS DAY

Tive o privilégio de fazer parte da equipe de treinadores. É muito importante para o crescimento das crianças, o tênis brasileiro precisa de mais eventos como esse para se massificar.

Kids Day
Foto: DGW Comunicação
Ricardo Coelho - Kids Day
Foto: DGW Comunicação

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