A Winner acompanhou de perto o 2º maior torneio do país e conta os bastidores dessa experiência

Torneio profissional mais acessível ao público do ABC, o Brasil Open recolocou a cidade de São Paulo no mapa de tenistas importantes na última semana de fevereiro – e no início de março. A Winner marcou presença e relata como foi a experiência de ter acompanhado o ATP 250, que em 2018 chegará a sua “maioridade”.

Brasil Open 2017
Foto: DGW Comunicação

Pelo 2º ano consecutivo, as quadras do Pinheiros receberam o evento, o que por si só dá um charme diferente. O clube impressiona pela beleza, por todo o verde e clima que cerca o complexo do tênis. É agradável circular pelas dependências, absorvendo a atmosfera da modalidade, em um espaço ali em que todos gostam do esporte da bola amarela.

Como já é de praxe em todos os campeonatos desse nível, havia um stand batizado de “Vila do Tênis”, onde o público podia adquirir souvenirs ou consumir alimentos e bebidas. É daí que surgiu uma das principais reclamações dos presentes: as longas filas para comprar cerveja.

Brasil Open 2017
Foto: DGW Comunicação

A Winner se pôs no papel dos torcedores e constatamos a falta de divulgação sobre os jogos que estavam em andamento ou até informação sobre tenistas treinando em quadras secundárias. Era comum, por exemplo, testemunhar um aquecimento de Thomaz Bellucci ou Thiago Monteiro sem que houvesse um trabalho de “promoção” da atividade, o que é comum em grandes torneios. A organização pode melhorar nesse aspecto. Havia, é verdade, a tabela com horários e partidas, mas só a vimos na Vila do Tênis.

Na hora de entrar na quadra central – um dos pontos altos do campeonato – um grave problema: a falha na segurança. As mochilas dos torcedores não foram revistadas, ignorando-se um procedimento padrão em eventos desse porte.

Com capacidade para 2.567 pessoas, a central montada no Pinheiros também chamou a atenção pela beleza. Há cadeiras em todos os assentos, lugares bem distribuídos e confortáveis e a bela visão do local em si, da quadra e dos prédios que rodeiam o Pinheiros. Nesta edição do Brasil Open, a organização deixou cerca de 300 cadeiras exclusivas aos sócios do Pinheiros. De negativo lá dentro, a falta de divisão entre o público e a parte destinada à imprensa, atrás da quadra.

Brasil Open 2017
Foto: DGW Comunicação

Foi bem interessante ver a reação e a participação dos fãs do tênis nas partidas. O italiano Fabio Fognini, um dos tenistas mais polêmicos e talentosos do circuito, era um dos preferidos das arquibancadas e os torcedores chegavam a vibrar com algumas de suas jogadas geniais. Tricampeão do Brasil Open, o uruguaio Pablo Cuevas também recebia olhares de admiração. Por mais que não houvesse uma estrela, um top 10 por exemplo, e sequer tenistas nacionais avançando na chave de simples, o evento mostrou como o brasileiro aprecia um jogo de tênis.

De um modo geral, o Brasil Open sai com uma nota positiva, mas vale a discussão para uma possível volta ao Ibirapuera. O torneio, que surgiu na Costa do Sauípe, tinha o tradicional ginásio como palco até 2015. No auge, registrou a presença de mais de 50 mil pessoas nas arquibancadas – há quatro anos. É verdade que os números caíram antes da mudança para o Pinheiros, contudo, conseguia levar mais público. Nesta temporada, por exemplo, a organização divulgou total de 19.894 espectadores. Às vezes, tínhamos a impressão de que o evento era fechado para os sócios do tradicional clube. Aí entra uma observação: por algumas vezes não havia ingressos, mas a quadra central não estava lotada pois os bilhetes destinados aos patrocinadores não eram utilizados.


Ingresso salgado

Os preços cobrados para entrar no campeonato também representaram outro foco de críticas dos fãs, alguns inconformados. Na final, a cadeira fundo especial custou a bagatela de R$ 485. Para sexta-feira, um dos dias preferidos por ser a fase quartas de final, a entrada mais barata saiu por R$ 110. O alívio veio apenas para os que tiveram direito ao valor de meia-entrada.


Calendário

Não foi só a premiação menor que afastou os principais jogadores do Brasil Open. Assim como aconteceu no Rio Open, a despeito das participações de Kei Nihikori e Dominic Thiem, o torneio foi jogado no saibro. Nesse momento da temporada, os tenistas priorizam as quadras rápidas em função da proximidade dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami, daí o esvaziamento inevitável.


Números do Brasil Open de 2017

• Cerca de 900 empregos gerados diretamente e indiretamente pelo torneio;
• 18 países representados: Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Chile, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Peru, Portugal, República Dominicana, Sérvia, Suécia e Uruguai;
• 19.894 espectadores (a quadra central tem capacidade para 2.567 pessoas);
• US$ 520.285 de premiação (cerca de R$ 1.621.136,78). O campeão de simples levou US$ 81.220 (R$ 253.070,39);
•  Mais de 50 horas de transmissão no SporTV 3;
•  143 jornalistas credenciados;
•  6.048 bolas Wilson Australian Open utilizadas pela organização;
•  500 toalhas utilizadas pelos jogadores;
•  15 mil garrafas de água;
•  1.260 sacos de gelo;
•  1000 garrafas de isotônicos fornecidas aos jogadores;
•  1800 refeições para jogadores e staff;
•  4 dúzias de bananas por dia para os jogadores;
•  54 jogos (27 simples chave principal, 15 de duplas, 12 de qualifying);
•  55 jogadores no total;
•  52 árbitros (1 supervisor, 1 referee, 1 referee do qualifying, 2 chiefs, 7 árbitros de cadeira e 40 juízes de linha);
•  26 boleiros.

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