Bia Haddad supera lesões, desconfiança e termina o ano perto do top 50 do ranking mundial

Quem acompanha de perto o tênis brasileiro jamais desconfiou do potencial de Beatriz Haddad Maia, mas as lesões atrapalharam bastante a jovem de 21 anos. Em 2017, porém, os problemas físicos deram um tempo e Bia mostrou que tem tênis para brigar com as melhores do mundo. Depois de iniciar a temporada na 173ª posição, saltou 115 postos e chegou a ocupar a 58ª colocação em outubro, fechando até aqui o ano mais inesquecível de sua carreira.

Bia Haddad
Foto: Assessoria – Divulgação

Para se ter uma ideia da façanha da paulista em dez meses, a WTA a indicou como uma das quatro postulantes ao prêmio de revelação de 2017 – a vencedora não havia sido anunciada até o fechamento desta edição.

Com jogo adaptado ao que exige o circuito feminino, chamando a atenção para a estatura elevada e golpes potentes, Bia admite que ficou surpresa com o salto que deu em pouco tempo. Escalada que dá a ela um novo status, deixando de ser apenas uma promessa.

“Eu sempre acreditei que as coisas pudessem acontecer, que eu tinha potencial para enfrentar as melhores do mundo, mas aconteceu mais rápido do que eu podia imaginar. Foi um ano de consolidação, de acreditar em mim, resultado de todo trabalho que a gente vem realizando”, comentou a tenista, que já iniciou a pré-temporada visando 2018 em 6 de novembro.

Bia elege a vitória sobre a australiana Samantha Stosur, ex-número 4 do mundo, como a mais marcante, contudo as façanhas não pararam por aí. O primeiro título de challenger (na França), a primeira final de WTA, em Seul, na Coréia do Sul, e participar da segunda semana de Wimbledon também foram citados como outros momentos especiais.

Sobre a indicação ao prêmio de revelação da temporada, a jogadora é só alegria. “É legal esse reconhecimento. Todas as meninas (rivais pelo título) são excelentes, atletas novas como eu e que trabalharam duro para isso. Independente do resultado, vou seguir fazendo o que eu tenho que fazer, jogando feliz”, garantiu Bia Haddad, uma das ex-pupilas de Larri Passos.

“Eu sempre acreditei que as coisas pudessem acontecer, que eu tinha potencial para enfrentar as melhores do mundo, mas aconteceu mais rápido do que eu podia imaginar. Foi um ano de consolidação.”

Bia Haddad
Foto: Assessoria – Divulgação

Sobre o planejamento para 2018, ela diz que espera continuar livre das lesões e saudável para ter uma trajetória longa no circuito profissional.

“Já tenho alguns objetivos claros, de seguir me mantendo saudável e evoluindo, melhorando um pouquinho a cada dia para ter um ano bastante positivo, independente de resultados, mas sempre pensando na minha carreira a longo prazo, em conseguir jogar pelos próximos dez anos, estar saudável, tranquila de cabeça, sem criar expectativa com resultado. Seguir trabalhando firme, focar na parte física, sem nenhuma mudança radical. Boas coisas estão por vir”, aposta a melhor tenista do país.


Masculino

Entre os homens, a temporada foi ruim para Thomaz Bellucci. Irregular e tendo de lidar com problemas físicos, o paulista saiu pela 1ª vez do grupo dos 100 melhores do mundo depois de três anos.

A última lesão de Bellucci foi no tendão de aquiles. Depois de disputar o US Open, ele só voltou à jogar no início de novembro e tem pouco tempo para recuperar o prejuízo. Até o fechamento desta reportagem, era o 107º do mundo. O ex-número 1 do Brasil, inclusive, corre o risco de não participar do Australian Open, o primeiro Grand Slam de 2018.

Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, ultrapassou o compatriota no ranking da ATP. Mesmo sem a potência nos golpes de Thomaz Bellucci, Dutra apresentou regularidade e conquistou resultados importantes.

Os duplistas Bruno Soares e Marcelo Melo novamente tiveram uma temporada exemplar, mantendo o alto nível de jogo no circuito profissional. Mais uma vez, os dois estarão presente no ATP Finals, torneio que reúne as oito principais duplas de 2017 – cada um com seu parceiro.

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