O Brasil Open marcou a estreia de uma dupla campeã. No primeiro torneio juntos, André Sá e Rogério Dutra Silva já levaram o título, mas o foco das atenções ficou no veterano de quase 40 anos.

“O André Sá é uma lenda do tênis, pelo que fez e continua fazendo. Estou aprendendo muito, vai me ajudar (experiência) daqui para a frente em simples”, derreteu-se Rogerinho.

O principal destaque brasileiro do torneio no Pinheiros é o último remanescente da Geração Guga, semifinalista da Copa Davis em 2000. Mesmo com duas décadas de carreira profissional, com idade considerada elevada para a prática da modalidade em alto nível, André Sá brilhou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro – ao lado de Thomaz Bellucci, eliminou os irmãos Murray – e fez quartas de final no último US Open.

Desde seu início no profissionalismo, muitas coisas mudaram. Quer um exemplo? Antigamente, não tinha essa história de cada tenista ter um telefone, existia uma interação maior. Era outra vida.

A transição da simples para duplas foi tarde, dos 31 para os 32 anos. Para quem não se lembra, o mineiro chegou às quartas de final de Wimbledon na chave de simples. “Quando comecei minha carreira, sempre gostei de jogar duplas porque me ajudava em simples. As coisas básicas das duplas são boas para simples, o saque e devolução, por exemplo, pontos diferentes, tudo isso faz você melhorar como jogador”, explica.

“A transição foi natural. Não estava bem em simples e as coisas aconteceram rápido. O Marcelo Melo ficava na minha orelha. Tivemos bons resultados em challenger e semifinal em Wimbledon, os rankings ficaram distantes (de simples e de duplas) e era a melhor coisa para fazer. Era a decisão correta, tinha um parceiro fixo, brasileiro. Foi uma decisão de risco, mas calculada e natural para mim”, recorda Sá, sobre o ex-parceiro que atualmente é reconhecido como um dos melhores do mundo.

No Pinheiros, o sortudo foi Rogerinho. Com Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro caindo precocemente na chave de simples, eles foram os responsáveis por dar alegria aos brasileiros durante o torneio.

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Brasil Open 2017 - Campeões de Duplas
Foto: DGW Comunicação

“Nunca tínhamos jogado juntos, vi ele esse ano em Chenai e Melbourne, disse para o técnico dele que estava bem e tinha pensando em convidá-lo se aparecesse a oportunidade. Fomos nos entrosando bem, jogamos com estratégias diferentes em cada partida, mostra que a gente estava confortável um com o outro. Isso fez a diferença. Foi uma semana especial”, comentou André Sá, sem data estipulada para abandonar a rotina profissional.

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