Um dos melhores duplistas do país, Fernando Romboli teme por falta de patrocínios e cita gastos com medidas de segurança por conta da Covid-19

A ATP, a WTA e a ITF anunciaram nesta semana as datas de retorno do tênis profissional, mas há incerteza entre os jogadores sobre a realização de torneios menores. O experiente Fernando Romboli, 93º no ranking de duplas, teme que falte verba para a disputa dos challengers.

Os eventos de nível challenger e do circuito da ITF voltam na semana do dia 17 de agosto, porém os calendários ainda não foram detalhados.

“É uma situação bem incerta. Um cara que faz um challenger não lucra muita coisa, é sempre uma conta muito apertada. Como toda a economia retraiu, com certeza o pessoal que organizava esses campeonatos perdeu patrocínios. Então, para os promotores desses torneios vai ser complicado, porque além dessa questão do patrocínio, haverá alguns gastos novos com medidas de segurança (em decorrência da Covid-19). Um challenger que dependia de venda de ingressos não vai ter. Eu não vejo uma solução de imediato”, comentou Romboli, ao lembrar que é difícil entrar com o ranking atual nos campeonatos da ATP divulgados pelo novo calendário.

Fernando Romboli - Cordoba Open
Divulgação

Segundo o duplista, há a possibilidade de a ATP e a ITF assumirem o financiamento desses torneios, como também se debate a redução do número de participantes e até mesmo um circuito sul-americano de challengers com aproximadamente 10 eventos – sendo que a escolha dos locais dependerá das condições sanitárias e de saúde dos países.

“O que pode acontecer é a diminuição do tamanho das chaves, fazer um torneio menor, para ver se consegue cortar alguns gastos. Só quando realmente a economia mundial voltar aos níveis pré-crise esses torneios vão conseguir ter mais patrocínios e mais tranquilidade com a estrutura necessária.”

Verba curta

A paralisação do calendário afetou jogadores em transição para o profissionalismo ou que buscavam se firmar no ranking da ATP, já que houve cancelamento de patrocínios e – por consequência – escassez de estrutura para treinamento. Pessoas que trabalham com o tênis temem pela aposentadoria precoce de jogadores que se encaixam nesse perfil.

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