Cerca de 60 crianças participam do “Tênis para a Vida”, que ensina o esporte em três parques de Santo André

projeto-socialO velho papo de que o tênis é esporte apenas para ricos já deixou de ser verdade há tempos. A modalidade se popularizou pelo nascimento de diversos projetos sociais espalhados pelo Brasil. Quer um exemplo? O “Tênis para a Vida”, de Santo André. Difundido em três parques da cidade (Regional, Celso Daniel e Pignatari), atende 60 crianças de 7 a 14 anos – todas de escolas municipais ou estaduais.

“Iniciamos o projeto em março do ano passado e a ideia tomou forma. Já estamos utilizando três quadras públicas e a meta é atingir até o dobro de alunos nesta temporada”, diz o coordenador do projeto, Rodrigo Pavão. A equipe do empresário tem três professores que orientam aulas diárias. Além dos profissionais e das quadras de piso rápido, o trabalho, em parceria com a Secretaria de Esportes, também entrega aos pequenos todo o material, inclusive a raquete.

Projeto Social Santo AndréPara continuar nessa toada, o planejamento é ampliar o “Tênis para a Vida” para mais um espaço de lazer até o fim da temporada. “Por enquanto está em fase de estudo para achar um local apropriado, com área correta, público e outras coisas. Seria a quarta quadra pública na cidade. Recebemos um prêmio com este projeto, como o melhor do esporte de Santo André. O caminho que vem sendo trilhado é interessante e é levado a sério.” O Parque Central, conforme revelou Pavão, é uma das opções.

Para fazer as aulas, os jovens têm de se inscrever nos próprios parques preenchendo uma ficha e apresentar atestado médico, mas há uma regra básica: não acumular faltas. Após três ausências sem justificativa, o candidato perde a vaga. A criança pode ter contato com a bolinha amarela uma ou duas vezes por semana, sempre gratuitamente. “Pensamos em capacitar cada vez mais professores de educação física para ensinar também o tênis. Assim podemos aumentar o leque de aulas e dar condição para acelerar o processo, dando qualidade ao desenvolvimento”, planeja Pavão. Outra atividade são as clínicas que acontecem nas viradas esportivas e nos meses de férias, atingindo até 200 crianças.

“O legal do tênis é que desde os 7 anos até os 80 todos podem jogar, reunir a família e tudo mais. Pequenos, senhores, todos podem se desenvolver. Temos mais meninas participando também. Pode estar acima do peso, ter alguma deficiência, que mesmo assim podem praticar facilmente”, ressalta o empresário.

Projeto Social Santo André

 


SISTEMA DE ENSINO É O MESMO QUE LANÇOU ROGER FEDERER

A diversão de poder fazer aulas gratuitas e aprender a jogar o tênis vem com uma pitada a mais de qualidade. O sistema adotado pelo projeto é um dos mais famosos do mundo, o chamado “play and stay”. Em outras palavras, o aluno joga a modalidade desde o primeiro dia. “É o método de ensino usado pela Confederação Brasileira de Tênis e também pela Internacional. Roger Federer e Justine Henin, dois multicampeões, iniciaram com este método. Todos já aprendem a sacar e pontuar desde o primeiro momento, sem precisar ser um treino tecnicista. É bem mais dinâmico, não é difícil, e os jovens conseguem trocar bolas. Fazemos isso do iniciante ao avançado também nas escolas”, descreveu Rodrigo Pavão.

Até por isso, o projeto é um sucesso e a adesão, cada vez maior. “O plano de atender mais crianças passa por isso também. Os jovens já jogam, pegam gosto e continuam. Aos poucos podem se desenvolver e começar a defender as cidades em competições.”

Alguns já se diferenciam nos treinos e estão fazendo um trabalho específico. “Quando alguém é acima da média, nós trazemos para a academia especializada para estimular a melhora e damos mais intensidade na preparação”, conta Pavão, considerando que o tenista novato pode, em cerca de um ano e meio, estar em condição de disputar campeonatos.

Segundo o coordenador, a maioria dos alunos nunca teve contato com o tênis, mas diz que quem inicia a atividade nunca mais para. “Cerca de 80% dos alunos nunca tinham tido nenhum contato, somente alguns jogaram alguma vez na vida, cerca de 12 crianças. Mesmo que brincando, todos ficam encantados e não deixam mais de vir”, finalizou.

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