Desgaste entre treinos e jogos merece atenção especial dos tenistas

Se os aspectos técnicos, táticos e psicológicos ganham destaque no tênis, o lado físico nunca deixa de ser ponto fundamental. Um crescente debate acontece quando o assunto é a reposição de vitaminas e suplementação para a melhora da performance.

Não há dúvidas que o uso deste artifício ajude no dia a dia do atleta, porém, desde que seja feito de maneira orientada e de forma adequada a cada individualidade. “A excreção de vitaminas, minerais e aminoácidos após um treino de alto nível ou até mesmo um jogo de tênis é muito elevada, entretanto, devemos sempre utilizar com precaução e orientação de um profissional da área seja este um médico ou nutricionista esportivo, pois as escolhas e doses dos suplementos variam muito de acordo com o peso do atleta, idade, rotina de treinos/jogos e objetivos físicos e de composição corporal. Vale ressaltar que o consumo de um suplemento não recomendado ou em doses acima do controle do nutricionista pode sujeitar o tenista às penalidades determinadas pelo Programa Antidoping de Tênis”, comentou o Dr. Paulo Palhares, Farmacêutico Responsável pela Renova Farmácia.

O acompanhamento personalizado é a principal arma do tenista, seja praticando exercícios físicos regulares aeróbicos e anaeróbicos, ou na maneira de suplementar de acordo com a necessidade. “Um atleta profissional comparado ao amador, além destes citados anteriormente, precisa acima de tudo preocupar-se com o que realmente está ingerindo, pois, suplementos, dependendo da fórmula ou marca podem pegá-lo de surpresa em programas antidoping”, ratificou.

Já os principais objetivos da reposição pós-jogo estão entre recuperar energia, trazer líquidos e eletrólitos perdidos no suor, beneficiar os músculos, além de promover ação antioxidante contra radicais livres por conta do esforço físico. Para isso há a ingestão de água de coco rica em potássio e importante pra hidratação, além de banana e suco de laranja. Também se faz necessário a busca por fontes de carboidratos e proteínas.

“Um estudo publicado em 2008 no periódico americano Journal of Applied Physiology descobriu que a ingestão simultânea de cafeína e carboidratos ajuda o corpo repor os estoques de glicogênio muscular – e mais rapidamente do que a ingestão apenas de carboidratos. O cacau natural em pó (e não o achocolatado) fornece antioxidantes anti-inflamatórios (e sabor de chocolate), em poucas calorias. As bananas são ricas em carboidratos e em potássio, um eletrólito que ajuda evitar a desidratação e a contração involuntária dos músculos. As amêndoas possuem gorduras benéficas ao coração e que trazem sensação de saciedade”, definiu.


Cafeína

Uma das substâncias que entram na discussão sobre seus prós e contras na vida dos atletas é a cafeína. Conhecida no cotidiano por “tirar o sono”, o café pode ser um aliado, mas na medida certa. “A cafeína nos fornece muita energia e pode ser uma aliada no esporte proporcionando bem estar, concentração e muito entusiasmo. Para os atletas, melhora bastante o ritmo dos exercícios físicos e a respiração”, comentou Palhares.

No entanto, o excesso traz riscos à saúde como ataque cardíaco, irritabilidade e até tremores. Dores estomacais, dificuldades intestinais e falta de sono também podem atrapalhar. “Os atletas devem tomar muito cuidado com certas marcas encontradas no mercado e o seu uso deve sempre estar acompanhado de um profissional médico, nutricionista ou farmacêutico para as devidas orientações e manutenções para subtrair o máximo que a cafeína possa trazer de benefícios”, finalizou.


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